Pergunta-se se o Município tem uma estratégia de urbanismo para o concelho, sobretudo para a cidade de Pombal. Não, não tem.
Quando se vê a nossa cidade a ficar feia, suja, degradada, sem grandes obras de urbanismo a serem projectadas, temos a nossa resposta fundamentada.
Temos coisas aberrantes dentro do perímetro urbano da cidade.
A Câmara Municipal olha para elas e vira a cara para o lado. A Junta de Freguesia de Pombal olha para elas e diz que a responsabilidade é da Câmara Municipal.
Enquanto os nossos autarcas pensarem que urbanismo é apenas aprovar urbanizações, projectadas pelos próprios responsáveis ou pelos seus amigos, continuamos assim. Na mesma.
Do nosso ponto de vista, urbanismo é também embelezar a cidade. Criar melhores condições de vida. Criar espaços verdes. Melhorar o mobiliário urbano. Reparar passeios pedonais. Retirar obstáculos à mobilidade. Modernizar o espaço público.
Urbanismo é fazer coisas para o público e pensar nele e não andar com o P(úblico) debaixo do braço.
Ficamos a saber que o concessionário da esplanada do Largo da Biblioteca vai desistir do negócio e fazer reverter o espaço para a Pombal Viva (leia-se Câmara Municipal). Por não ser rentável.
Parece que aquela concessão rendia à empresa municipal qualquer coisa como cerca de 1.500 euros mensais. Ou seja, o concessionário pagava de renda esse valor mensal.
Por outro lado, a Câmara Municipal concessionou uma outra esplanada e bar na Praça Marquês de Pombal por 250 euros mensais. Ali ao lado, concessionou também por valor idêntico a exploração de um espaço livreiro. E prepara-se para concessionar o ginásio do edifício do Centro de Medicina Desportiva, no Estádio Municipal, pelos semelhantes valores.
Concordamos plenamente que o concessionário da esplanada do Largo da Biblioteca a entregue e abandone o negócio. Está em causa uma concorrência desleal.
Sabemos que 250 euros mensais é simbólico. Tanto o é que a empresa que ganhou a exploração do espaço livreiro já o reconheceu. Prepara-se para deixar (ou já deixou) as instalações que detinha num outro local da cidade para centralizar o seu negócio apenas num só. Naquele que pagará menos. Naquele que a Câmara Municipal lhe atribuiu. É uma questão de negócio.
Dei comigo a pensar sobre a estratégia cultural do executivo municipal. Mas qual estratégia?
Vão surgindo ideias soltas, e pouco mais. Espectáculo aqui. Concerto acolá. Será isto cultura?
Dizem-nos que está em curso um programa de dinamização da Praça Marquês de Pombal. Aquela "grande obra" que agora surge para nos tentar convencer que há dinamização na zona histórica da cidade.
Será cultura? Pode ser! Mas é a cultura que precisamos? Não sei!
No dia em que se comemora 100 anos do nascimento de Adolfo Rocha - Miguel Torga - pensamos: e em Pombal? Que grandes figuras temos para recordar da mesma forma? Que personalidades temos no concelho para que Pombal surja nos ecrans da televisão, nos noticiários das horas nobres? O que fazemos para as recordar? Para as homenagear?
Nós que até fazemos reaparecer o Marquês de Pombal (não sei se alguma vez o Marquês presenciou as festas do Bodo) através de uma mulher...
Estamos no último dia das festas do Bodo - as Festas da Cidade de Pombal - pelo que já nos é permitido fazer um rescaldo, em jeito de balanço.
Provado está que a Câmara Municipal - leia-se Comissão das Festas - não investiu este ano nas festas do Bodo. Preocupou-se em cumprir o calendário e pouco mais. Nem as tradições procurou cumprir.
Senão vejamos:
E comecemos por pequenos pormenores. Em pleno Largo do Cardal, frente às "barracas das farturas" existe calçada por repor, estando até pequenos amontoados de pedra de calçada.
Os bancos de jardins não foram, como habitualmente, repintados. O jardim envolta ao busto do Marquês está em péssimas condições. Os candeeiros no jardim do Arunca, aquele corredor ribeirinho de acesso à zona desportiva, estão com lâmpadas fundidas. (Já agora no futuro que seja iluminada a ponte pedonal sobre o rio Arunca de acesso ao Largo do Arnado).
Quanto ao programa cultural, não se discute os cabeças de cartaz. Mas, o concelho de Pombal tem um vasto conjunto de colectividades que poderiam encher por completo um programa de animação permanente, tanto na Praça Marquês de Pombal como no Jardim Municipal (uma vergonha a mostra ali patente). Tanto mais que essas colectividades (filarmónicas, ranchos folclóricos, grupos de teatro, grupos de danças populares, etc...) são financiados pelo município. Por tal poderia estar, contemplado, a contrapartida da realização de espectáculos por ocasião do Bodo. Animava a cidade, promovia a cultura e divulgava o que de bom se faz um pouco por todo o concelho.
Ainda quanto ao jardim municipal, por favor devolvam o tradicional baile à Pérgula!
Outro facto da falta de investimento prende-se com o fogo de artífício. Fraco. Curto. E onde está o habitual fogo preso?
A tão conceituada tenda (de circo) instalada no Largo da Biblioteca que proporcionava o alargamento da festa dos jovens pela noite dentro, não existiu. Foi substituída por um conjunto de barraquinhas de uma marca de café, que afinal era venda de cerveja. Alguém lucrou.
Também não vale a pena falar da falta que faz a Charanga da GNR na Procissão da tarde de domingo. Substituída este ano por cavalos. Animais nervosos que acabaram por provocar um incidente, infelizmente sem danos maiores. Ainda quanto à procissão, numa tarde de calor, nem a habitual preocupação em regar (lavar) as ruas por onde passou o cortejo, criando condições para que as pessoas com mais fé pudessem fazer o percurso descalças...
Por estas e por outras, as festas do Bodo terão de ser repensadas. Reflectidas. Reprogramadas. Crie-se um grupo alargado de personalidades para discutir e analisar tudo isto. (mas não como aquele conselho consultivo para a saúde que passado alguns meses sobre a sua criação ainda nem sequer reuniu).
Pombal necessita de uma outra estratégia. Uma outra visão. Estamos a cair num marasmo, justificado sempre (já chega) com as desgraças dos incêndios de 2005 e de uma noite de dilúvio em 2006. Vamos olhar para a frente.
Resta-nos a esperança da aproximação de mais umas eleições autárquicas. Aí saberemos que o investimento no Bodo é grande!
Nos últimos dias, o nome de Pombal saltou para as páginas dos jornais nacionais bem como para os ecrans da televisão. Em causa a inauguração do novo bairro de habitações sociais destinado, em exclusivo, para a comunidade cigana.
Segundo percebemos o porquê de ser exclusivo para a comunidade cigana, resulta do facto do programa de financiamento para a construção do bairro ser destinado para a erradicação das barracas, e por tal só a comunidade cigana reside em barracas. Até aqui tudo parece estar bem, até porque como refere a Constituição Portuguesa «Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar».
No entanto, em primeiro lugar falaremos de prioridades. Seria esta a prioridade do município no que se refere a habitações sociais? Não! No nosso entender a prioridade deveria recair na construção de um bairro de idênticas condições para habitações a custos controlados, nomeadamente para jovens.
Quanto aos critérios de atribuição de casas. São sempre discutíveis. Mas quando se assiste à atribuição de uma casa no novo bairro a um agregado familiar (de etnia cigana) que reside num apartamento no centro da cidade...
Por outro lado, o facto de outros agregados familiares possuirem automóveis de alta cilindrada... bem vivem em barracas, e se um dos objectivos era erradicar barracas...
Existe ainda o facto do novo bairro ser visto como um futuro gueto. Aí não teremos a mínima dúvida. Vai ser! Tanto mais que o projecto começou já por ser considerado um gueto. Senão vejamos a explicação da autarquia para o encerramento do túnel que ligava aquela zona à urbanização das Cegonhas. Dizem os autarcas que o terreno do bairro foi cedido pelo urbanizador das Cegonhas com a condição do tunel ser fechado... parece que está tudo dito.
Está bem que irão agora construir um novo acesso ao bairro. Uma ponte sobre o Arunca que ligará o bairro à zona industrial da Formiga, mas...
Uma última nota: para que a Câmara olhe para o urbanismo do novo bairro e comece a exigir aos urbanizadores condições idênticas: amplos passeios pedonais, amplos espaços públicos (jardins, por exemplo), entre outros aspectos.
Nunca nos tinhamos posto a ler, com atenção, o Diário da República. Mas, agora compreendemos que é uma boa leitura, do tipo "ler jornais é saber mais".
Senão vejamos.
No DR de hoje ficamos a saber, entre outros pormenores, que o Grupo Parlamentar do PSD na Assembleia da República nomeou para a categoria de técnico de apoio parlamentar de 1ª, o senhor Gonçalo Martins Dias de Santana Lopes.
No mesmo DR, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda constituído por 8 deputados, nomeou 10 assessores, isto a somar a outros que talvez já existiam.
Segundo sabemos a Câmara Municipal prepara-se para "esvaziar" o Cardal durante as Festas do Bodo, transferindo para a Praça Marquês de Pombal o segundo palco. Ou seja aquele que nos últimos anos esteve instalado no Jardim Municipal.
Vamos dar o benefício da dúvida.
No entanto, chamamos a atenção para o facto da Praça Marquês de Pombal estar inserida numa zona residencial, onde habita um grande número de pessoas idosas. O ruído poderá vir a incomodar aqueles residentes. Mas, vamos esperar para ver. Tanto que as pessoas para se deslocarem ao local irão passar, também, por diversas ruas da zona histórica predominantemente residenciais, como é o caso da Rua Capitão Tavares Dias, Largo das Almas, Almirante Reis, entre outras.
Com a agravante que poderão nem sequer lá ir.
Isto porque, se as actividades decorressem no Jardim Municipal, seria um local de passagem, com a presença das tradicionais barracas de farturas à frente.
Esperamos que o centro da cidade (Largo do Cardal) não fique vazio de actividades durante o Bodo. Até porque diz a tradição que durante as festas do Bodo é ali o local de encontro dos pombalenses.
Por outro lado, substituir o baile da pérgula para o baile no coreto, parece-nos que é acabar com uma tradição de longa data. Há muitos anos que ouvimos falar no baile na pérgula (tradicional) e nunca no Coreto...
Por favor não acabem com as tradições e com a memória colectiva de um povo.
Citando o que se lê no Correio de Pombal, e sobre a destituição do Dr. Infante da Costa do cargo de Director da Escola Profissional (ETAP), o senhor presidente da Câmara Municipal - que continua a esclarecer publicamente todos os factos sobre o assunto - diz que "a determinada altura o conselho de administração sentiu dificuldade em comunicar com o director geral por este comunicar com os seus superiores hierárquicos através de um advogado".
Ora, segundo o que sabemos é que desde determinada altura a administração da Pombalprof - presidida pelo senhor presidente da Câmara - fazia-se acompanhar por um jurista da autarquia cada vez que abordava o próprio Dr. Infante da Costa.
Uma situação que fez com que o director da ETAP fosse consultar um advogado e comunicasse à administração que também ele falaria na presença de um advogado. O que é perfeitamente legítimo que assim fosse.
Já não é a primeira vez. Quando o programa "Cardal Antena Aberta", transmitido pela Rádio Cardal, começa a ser incómodo para a Câmara Municipal ou para o próprio PSD... é interrompido para férias. Coincidência? Talvez. Ou não.
O certo é que os últimos factos políticos ocorridos levantam-nos algumas questões. Com a demissão de Rui Miranda da liderança do PS/Pombal, este nunca mais participou no programa, sendo substituído por Carlos Lopes.
Na outra bancada, depois de José Gomes Fernandes (líder do PSD/Pombal) ter levantado no programa algumas questões incómodas para a Câmara Municipal, surge Diogo Mateus a participar na última emissão antes de ir para férias. Uma operação de branqueamento social-democrata? Talvez. Ou não.
Isto depois do próprio PSD ter "obrigado" - sim, porque não acreditamos noutro cenário - José Gomes Fernandes a assinar um comunicado de apoio à gestão camarária.
Estranho é o facto do programa ser interrompido para férias. Porquê? Então se durante a sua emissão os comentadores residentes já foram substituídos por outros, porque não poderia haver substituição durante o período de férias? Que período? Até quando fica interrompido?
Lembram-se da última interrupção? Era para regressar em Outubro e com novo figurino. O figurino manteve-se e não regressou em Outubro, mas com alguns meses de atraso.
Não queremos crer que a direcção da Rádio Cardal tenha sido pressionada pelo poder autárquico para "calar" o programa (ou o José Gomes Fernandes) durante alguns tempos. Porque não há razão para tal. O actual director da Rádio até trabalha para a Terras de Sicó (associação de desenvolvimento detida pelo poder autárquico) e a Rádio venceu o concurso de sonorização das festas do Bodo... organizadas pelo mesmo poder autárquico.
Fazemos votos, então, para que o "Cardal Antena Aberta" regresse o mais rapidamente possível, porque é um forum político de excelência cá no burgo.
Não nos vamos pronunciar sobre o gesto solidário do empresário Sr. António Joaquim Gonçalves, realçado pelo jornal que o entrevistou e o apelidou de "Amigo dos Pobres". Até porque não conhecemos a sua participação solidária junto dos tais pobres. Apenas o seu gesto solidário junto de instituições e colectividades.
O que nos traz aqui refere-se às afirmações do senhor António Gonçalves, detentor de um vasto número de empresas, protagonista de enormes investimentos realizados no país, com destaque para o sector imobiliário.
Pergunta-lhe o jornal se ele tem projectos para Pombal. A resposta surge assim: «Projectos de desenvolvimento para Pombal? Neste momento não tenho. Falta à região Centro sex-appeal. A região tem perdido peso na economia nacional. Gosto de vir a Pombal mas... não penso investir mais que aquilo que já investi. A região estagnou por vários factores que são do domínio público».
E o jornal insiste: «No caso concreto de Pombal, o poder político tem sabido abraçar e cativar os investidores?». Eis a resposta: «Pombal e a região centro estão cada vez mais fora da rota dos grandes investimentos. Eu não vejo que isto mude a curto prazo».
Palavras para quê?
Relativamente ao caso ETAP, gostaríamos de obter resposta a algumas questões:
- A decisão de destituir o Director-Geral das suas funções, foi tomada pelo Conselho de Administração? Por unanimidade?
- Foram auscultadas as opiniões dos alunos (no caso de haver associação de estudantes) e dos pais (no caso de haver associação de pais e encarregados de educação)?
- O senhor presidente do Conselho de Administração chamou o Director-Geral e comunicou-lhe verbalmente essa decisão?
- Porque é que o senhor presidente do Conselho de Administração diz publicamente que o vencimento do ex-Director Geral será intocável? Será permitido por lei?
- Porque é que determinada senhora professora está a realizar trabalho de "auditoria" ou "levantamento de situações administrativas" na ETAP, paga a preço de ouro? Por ser apontada como futura directora da escola ou por manter "relações pessoais" com familiar directo do presidente do Conselho de Administração?
Por agora é suficiente.
Há por aí alguns mentecaptos (o termo está agora em voga) que dizem que qualquer cidadão deveria participar activamente na vida autárquica do seu concelho, quer através da participação partidária, quer através da participação cívica.
Colocando de parte a participação partidária, porque isto de partidos são todos iguais... vejamos se em Pombal poderá haver uma participação cívica. Onde? Quando? Como?
Segundo se sabe, a autarquia quer, pode e manda. Em que processos a edilidade pediu a opinião ou auscultou os cidadãos? Ou as associações representativas dos mesmos? Desculpem os mesmos mentecaptos mas não nos conseguimos lembrar de nenhum.
Mas dou-vos alguns exemplos (da forma como isto funciona):
- Comprou terreno e instalou um cemitério para pôr ao serviço da população (a população foi ouvida sobre se era ali que queria o cemitério? O resultado está aí);
- Gastou milhares (ou milhões) de euros na construção de um parque de estacionamento subterrâneo na zona histórica (a população foi ouvida sobre se era ali a prioridade para a construção do parque subterrâneo? O resultado está aí);
- Alargou as zonas de estacionamentos pagos para facilitar a vida dos cidadãos (a população foi auscultada? o resultado está aí);
- Alugou a Quinta de Santana por uns míseros 1500 euros mensais (a população foi auscultada se era essa a melhor opção?);
- Constrói-se habitações sociais para a comunidade cigana (a população foi ouvida se era essa a prioridade do investimento na área social?)
Mais alguns exemplos:
- Concessionou espaços municipais na zona histórica por míseros 200/250 euros mensais..
- Alterou o projecto inicial da zona do Casarelo, permitindo agora a instalação de média superfície comercial...
Por outro lado:
- A população reivindica um parque verde na cidade,
- A população contesta a existência de um fiscal da Pombal Viva, devido à sua postura de má educação e formação
São apenas alguns (muito poucos) exemplos. Agora digam-nos como se pode participar civicamente na vida do concelho? Numa terra onde já não existe uma Associação de Defesa do Património e onde está inactiva uma Associação de Defesa do Ambiente....
Parece ser um mal que atinge a todos. Os partidos em Pombal estão, partidos!
Com as afirmações de José Gomes Fernandes (quer no caso Casarelo, quer agora no caso ETAP), o PSD não estará de boa saúde. As reuniões na rua Luís Torres não devem ser calmas, estando o ambiente agitado.
Com as recentes afirmações, José Gomes Fernandes continua a enviar recados para dentro do partido, sobretudo para quem está a gerir os destinos do concelho. O que faz com que o partido esteja dividido. De um lado os apoiantes do líder (do partido) do outro os apoiantes do líder (do executivo).
Cremos que o objectivo de JGF não é atingir o líder (do executivo), mas sim abrir as portas para que Diogo Mateus seja o futuro candidato do PSD. É uma estratégia à Fernandes, que não terá grande continuidade. Ficará por aqui que está dito e nada mais. Ou muito nos enganamos, ou não haverá continuidade na "polémica".
Pelos lados da Alexandre Herculano, o PS também não estará muito bem. Os militantes (talvez os das bases, se ainda existirem) não gostaram de ver os vereadores eleitos (dois) a fazerem uma oposição de "trazer por casa". Vai daí, tanto criticaram que levaram o líder (do partido) a bater com a porta. O outro vereador parece que nem sequer foi à dita reunião dos militantes. Ou não o convocaram de joelhos, ou ele simplesmente não quis ir. Não é por acaso que o seu mandatário de campanha foi quem foi. Também ele (o mandatário) quando perdeu as eleições esteve se marimbando para o partido.
Perante tal cenário (posição dos militantes) pensamos que não resta mais nada aos vereadores do que a renúncia do cargo. Não terão grande legitimidade para estarem lá a defender uma estratégia do partido (que com toda a certeza não será concensual).
Futuro? Bem, não será fácil para o partido sair desta situação. Falar de Carlos Lopes ou de Adelino Mendes é falar dos mesmos. Claro que Carlos Lopes pode estar a perfilhar-se para a corrida, enquanto que Adelino Mendes estará numa situação (perante o cargo político que exerce) que não lhe deixa grandes manobras. Uma coisa será certa, se Adelino Mendes avançar será mais um favor que presta ao partido. E nesse caso terá de ser o candidato natural às próximas eleições autárquicas.
Poderá surgir uma candidatura por parte da facção Rui Miranda e Sérgio Leal? Dificilmente. O caderno eleitoral de militantes socialistas não será assim tão vasto para haver duas listas.
Quanto aos restantes partidos, esperamos pelas eleições de 2009 para que dêem um ar da sua graça... porque até lá, nem sabemos onde estão.
Há algum tempo que perspectivámos que ia acontecer o que aconteceu na Escola Tecnológica Artística e Profissional de Pombal.
A ETAP foi a primeira escola profissional a ser criada no país. Como seu mentor esteve Infante da Costa, convidado pelo então presidente da Câmara, Guilherme Santos, para desenvolver o projecto.
Infante da Costa foi o grande impulsionador do ensino profissional no País. Depois da ETAP surgiram todas as outras escolas profissionais. Pombal sempre foi visto como sendo o concelho que possui a primeira escola profissional de Pombal. Também pelas mãos de Infante da Costa foi criada e instalada em Pombal a Associação Nacional das Escolas Profissionais.
Infante da Costa projectou, desta forma, o nome de Pombal.
Quando assistimos que o Presidente da Câmara Municipal tinha feito instalar na Direcção daquela escola uma senhora, que já foi assessora cultural da autarquia, perspectivámos o que futuro. Acertámos. A entidade proprietária da ETAP (leia-se Câmara Municipal) afastou Infante da Costa do lugar. Quais os motivos? Quais os interesses? Sabemos uns e imaginamos outros, mas não dizemos.
Apenas que Infante da Costa nunca afirmou que gostava de exercer política nos bastidores. Nunca o vimos a assistir a eventos políticos. Nem sentado no Salão Nobre durante uma Assembleia Municipal. Nunca a entrar e a sair tanto do edifício dos Paços do Concelho...
Infante da Costa foi um profissional. Do ensino profissional.
No sábado um grupo de representantes de escolas profissionais vieram a Pombal almoçar com ele e agradecer-lhe o apoio que deu ao ensino profissional.
Bem-haja Dr. Infante da Costa. Obrigado por ter ajudado a dignificar e a projectar o nome de Pombal.
Um dia a história será escrita.
A cerimónia de inauguração da auto-estrada 17 realizou-se em território do concelho de Leiria.
Normalmente aquelas coisas são inauguradas por empresas de comunicação contratadas pelos gabinetes de imagem e imprensa dos organismos que tutelam a obra. Neste caso, ou a Brisa ou a Estradas de Portugal. Tudo organizadinho com pompa e circunstância. Habitualmente a sessão tem lugar numa tenda instalada para o efeito, ou no início do troço a inaugurar ou no fim.
Ora, neste caso concreto, o referido troço (lanço da A17) inaugurado tem início no concelho de Leiria, na zona da Barosa, e fim no concelho de Pombal, na zona do Carriço.
O PALUMBAR sabe que os organizadores ponderaram realizar a cerimónia no concelho de Pombal, junto à portagem da A17 do Louriçal (que segundo dizem está na freguesia do Carriço). Mas não correram riscos.
É que ao realizar a sessão no concelho de Pombal, quem teria de falar era o autarca local. Bem, intervenções de Narciso Mota e Mário Lino era um risco acrescido.
Por sim, por não... em Leiria. Assim falou Isabel Damasceno e Mário Lino.
O risco foi menor. As coisas correram melhor....
Nota: este texto é pura ficção. Qualquer semelhança com a realidade é total coincidência.
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